Star Wars: Galactic Racer combina corridas arcade com uma progressão em etapas que pode levar a várias tentativas antes de avançar na Liga Galáctica. A proposta da Fuse Games é ir além da nostalgia de Star Wars: Episode I: Racer e criar uma experiência de corrida com identidade própria.
O estúdio, sediado em Guildford, reúne profissionais que passaram pela Electronic Arts e pela Criterion Games. A equipe é liderada por Matt Webster, fundador da Fuse Games, e desenvolve o primeiro jogo do estúdio no universo de Star Wars. Craig Derrick, produtor executivo da Lucasfilm Games, também participou da conversa sobre a direção do projeto.
Uma nova abordagem para as corridas de Star Wars
Galactic Racer é o primeiro novo jogo de corrida de Star Wars em 24 anos. A escolha da Fuse Games combina com um universo em que corridas de naves e veículos velozes podem ter consequências fatais. A experiência da equipe com a série Burnout também inspira disputas de alta velocidade e com mecânicas agressivas.
Apesar da influência de Episode I: Racer, lançado em 1999, o jogo não pretende apenas recriar a experiência antiga. Derrick explicou que a ideia é aproveitar a autenticidade e a nostalgia de Star Wars como ponto de partida para algo novo, que também remeta às lembranças dos fãs.
A campanha apresenta diferentes veículos, como o deslizador terrestre, a moto speeder e o deslizador de superfície. As primeiras corridas ajudam a conhecer cada opção, mas o jogo aumenta a dificuldade rapidamente. Já nas provas seguintes, as condições de cada planeta podem afetar as disputas: Sentinel I tem uma atmosfera tóxica, enquanto Jakku é marcado pelo calor intenso. O jogo alerta sobre esses perigos, mas não explica em detalhes como eles interferem nos veículos.
Descobrir as mecânicas faz parte do desafio
A falta de um tutorial mais detalhado foi uma escolha intencional. Webster afirmou que a equipe quis dar espaço para a descoberta e para que os jogadores experimentem as mecânicas por conta própria. Para ele, encontrar respostas durante a partida pode ser uma parte gratificante da experiência, embora equilibrar acessibilidade e complexidade seja um desafio.
Galactic Racer também aposta em uma progressão baseada em tentativas. Os jogadores participam de várias corridas para chegar à prova classificatória que libera a próxima etapa da Liga Galáctica. Alcançar essa disputa exige esforço, e uma derrota pode obrigar o jogador a repetir corridas antes de avançar.
A estrutura pode lembrar Hades: em ambos os casos, o progresso depende de aprender com as tentativas e superar desafios aos poucos. Webster descreveu Galactic Racer como um roguelike em termos técnicos, destacando o peso das consequências e a importância de melhorar as próprias habilidades e o veículo construído para cada corrida.
A repetição também é parte importante do gênero de corrida, segundo Webster. Quanto mais tempo os jogadores passam com um veículo e conhecem o ambiente, mais podem entender suas particularidades e ajustar a forma de competir.
Perder também faz parte da jornada
A estrutura de tentativas não estava necessariamente definida desde o início. Derrick contou que Episode I: Racer foi uma influência central, mas a equipe poderia ter seguido um caminho mais nostálgico, com alguns veículos e planetas. A Fuse Games e a Lucasfilm Games, porém, buscaram evoluir o gênero com uma progressão baseada em corridas e uma história ligada à Liga Galáctica.
A ideia de insistir depois de uma derrota também combina com temas presentes em Star Wars. Luke precisa tentar novamente depois de não conseguir erguer o X-Wing em Dagobah, e Anakin Skywalker vence a corrida de pods de Boonta Eve mesmo sem ter concluído uma prova antes. Para Webster e Derrick, perder não significa necessariamente fracassar: faz parte do caminho até a vitória.
O objetivo da equipe é atrair tanto fãs de Star Wars quanto jogadores que gostam de corrida, sem depender apenas do nome da franquia. Star Wars: Galactic Racer tem lançamento previsto para 6 de outubro no PlayStation 5, PC com Windows e Xbox Series X.