Megami Tensei começou em 1987 com Digital Devil Story: Megami Tensei, baseado em romances japoneses que misturavam informática e ocultismo. A Atlus desenvolveu essa combinação em diferentes linhas de RPG, com Shin Megami Tensei estabelecendo uma identidade própria em 1992. Em vez de uma fantasia medieval tradicional, a série aproximou deuses, demônios e lendas de cidades modernas, frequentemente transformadas por catástrofes sobrenaturais.
Na linha principal, negociar com criaturas e fundi-las para formar aliados mais poderosos é tão importante quanto vencer batalhas. Os combates por turnos exigem atenção às fraquezas e resistências, enquanto diferentes jogos colocam o jogador diante de escolhas entre ordem, liberdade e caminhos intermediários. Essas decisões costumam afetar alianças e desfechos, sem reduzir os conflitos a uma oposição simples entre bem e mal.
As ramificações exploram outras maneiras de usar esse repertório. Devil Summoner aproxima a invocação de demônios de investigações, e Soul Hackers acrescenta ambientes tecnológicos. Digital Devil Saga trabalha com um grupo definido de personagens e transformações demoníacas, enquanto Devil Survivor leva os confrontos para mapas táticos. Persona desenvolveu uma identidade centrada na vida estudantil, nas relações pessoais e em manifestações sobrenaturais ligadas à mente humana, além de ganhar derivados de ação, luta e ritmo.
Essa variedade faz de Megami Tensei uma família de séries, não uma história única que exige acompanhar todos os títulos em sequência. Sua importância está tanto nos sistemas de construção de equipes quanto na disposição de discutir religião, sociedade e responsabilidade individual. Cada ramificação oferece uma porta de entrada diferente, preservando conexões de temas, criaturas e mecânicas.