Mario nasceu nos fliperamas da Nintendo: em Donkey Kong, de 1981, o personagem precisava escalar estruturas e desviar de obstáculos para realizar um resgate. Mario Bros. colocou Mario e Luigi juntos em arenas com inimigos, enquanto Super Mario Bros., de 1985, estabeleceu a base das aventuras de plataforma com rolagem lateral. Saltos precisos, passagens secretas e poderes temporários passaram a organizar fases que ensinam suas regras pela própria brincadeira.
Nas aventuras principais, o Reino dos Cogumelos reúne personagens como Peach, Bowser, Toad e Yoshi, mas os cenários vão muito além desse território. A série alterna percursos com objetivos definidos e espaços abertos à exploração. Super Mario World ampliou as possibilidades com Yoshi e rotas alternativas; Super Mario 64 levou o movimento para ambientes tridimensionais; Galaxy explorou pequenos planetas e mudanças de gravidade. Odyssey fez da captura de criaturas e objetos uma ferramenta para explorar e resolver desafios.
A franquia também se expandiu sem depender apenas dos jogos de plataforma. Mario Kart transformou corridas em disputas com itens, Mario Party combinou tabuleiros e minijogos, e os RPGs deram mais espaço a diálogos, humor e combates por turnos. Luigi, Peach, Yoshi e Wario ganharam protagonismo em propostas próprias. De ferramentas de criação em Super Mario Maker às transformações de fases em Wonder, Mario preserva uma identidade baseada em controles acessíveis e regras fáceis de entender, com desafios que também recompensam domínio e experimentação.