Dragon Ball chegou aos videogames nos anos 1980, acompanhando a expansão do mangá de Akira Toriyama e de sua adaptação para a televisão. No NES, Shenron no Nazo combinava ação e exploração com as primeiras aventuras de Goku. Desde esse período, os jogos seguiram caminhos diferentes: alguns recontam os acontecimentos da obra, enquanto outros criam histórias e encontros próprios.
As lutas são o eixo mais conhecido dessas adaptações. Golpes de energia, transformações, combates aéreos e personagens com poderes muito distintos ajudam a traduzir o ritmo do anime para os controles. Super Butouden explorou confrontos com distância entre os lutadores; Budokai apostou em duelos com combos e habilidades equipáveis; e Budokai Tenkaichi levou a ação para arenas tridimensionais com liberdade de movimentação.
A franquia também encontrou espaço fora da luta tradicional. Aventuras como Advanced Adventure recuperam o Goku criança, enquanto RPGs exploram progressão de personagens e formação de equipes. Xenoverse coloca um avatar criado pelo jogador em conflitos envolvendo alterações na história. Kakarot combina batalhas em tempo real com exploração para recontar Dragon Ball Z, e The Breakers transforma a diferença de poder entre vilões e sobreviventes em uma disputa assimétrica.
Essa variedade explica a importância de Dragon Ball nos games: não existe uma única fórmula para adaptar seu universo. FighterZ privilegia confrontos em equipes e apresentação próxima da animação, enquanto Sparking! Zero retoma a proposta de arenas de Budokai Tenkaichi. A escolha entre essas vertentes depende mais do estilo de jogo desejado do que de seguir uma sequência única.