Assassin's Creed começou em 2007, desenvolvido pela Ubisoft Montreal, com Altaïr e o conflito entre Assassinos e Templários durante a Terceira Cruzada. A premissa conecta diferentes épocas por meio do Animus, uma tecnologia que permite acessar memórias genéticas. Por trás das disputas históricas, a série constrói uma trama de ficção científica sobre liberdade, controle e uma civilização anterior à humanidade.
Explorar cidades, escalar construções e alcançar alvos sem chamar atenção são elementos centrais da identidade da franquia. O parkour transforma telhados e monumentos em caminhos alternativos, enquanto a furtividade permite usar multidões e esconderijos para se aproximar dos inimigos. Personagens fictícios convivem com figuras históricas em cenários que reinterpretam lugares como a Florença renascentista, a Paris revolucionária e o Egito antigo.
A fórmula mudou bastante entre os jogos. Assassin's Creed II ampliou as atividades e apresentou Ezio Auditore, cuja história continuou em Brotherhood e Revelations. Black Flag colocou a navegação e os combates navais no centro da experiência. Origins abriu uma fase mais próxima dos RPGs de ação, com níveis, equipamentos e maior ênfase na progressão, caminho aprofundado por Odyssey e Valhalla.
Essas vertentes também convivem com propostas diferentes: Mirage concentra a experiência na furtividade urbana, enquanto Shadows combina protagonistas com estilos distintos no Japão feudal. A importância da série está tanto na maneira de transformar arquitetura histórica em espaço de jogo quanto na variedade de perspectivas sobre seu conflito central. Cada ambientação oferece uma porta de entrada própria, embora algumas histórias ganhem contexto quando acompanhadas em sequência.