A trajetória de Spider-Man nos videogames começou em 1982, no Atari 2600, com uma proposta de escalar edifícios e enfrentar ameaças nas alturas. Desde então, o personagem passou por diferentes estúdios e editoras, em adaptações dos quadrinhos, das animações e dos filmes. Não se trata de uma única continuidade: há interpretações independentes de Peter Parker, de seus aliados e de seus vilões.
O desafio recorrente desses jogos é traduzir os poderes do Homem-Aranha em ações controladas pelo jogador. Escalar paredes, lançar teias e combinar golpes acrobáticos são elementos centrais, mas o formato varia bastante. As primeiras décadas incluíram plataformas em duas dimensões e pancadaria de rua, como Maximum Carnage. Spider-Man, de 2000, levou a ação a cenários tridimensionais, com exploração, furtividade e encontros com personagens dos quadrinhos.
Nas versões para consoles de mesa de Spider-Man 2, de 2004, a circulação livre por Manhattan e o balanço entre prédios se tornaram referências para os jogos seguintes. Ultimate Spider-Man apostou em uma apresentação próxima dos quadrinhos e no controle de Venom, enquanto Shattered Dimensions trocou a cidade aberta por fases com diferentes versões do herói.
A Insomniac estabeleceu uma continuidade própria com Marvel's Spider-Man, de 2018, combinando mundo aberto, combate e a vida pessoal de Peter. Miles Morales ganhou protagonismo e habilidades próprias, e Marvel's Spider-Man 2 reuniu os dois heróis. Essas mudanças mostram como o personagem comporta tanto experiências lineares quanto grandes cidades exploráveis, mantendo a movimentação por teias como um de seus principais atrativos.