Marvel nos games não é uma sequência única, mas um conjunto de adaptações de seus quadrinhos, produzidas por diferentes estúdios. Spider-Man, de 1982, está no início dessa trajetória, que também passou pelas aventuras de texto de Questprobe. Desde então, personagens como Homem-Aranha, Hulk, X-Men e Vingadores receberam jogos com propostas próprias, sem uma continuidade obrigatória entre eles.
Essa variedade é o principal traço do catálogo. Os poderes dos personagens orientam experiências que vão da exploração urbana com teias aos combates de equipes, passando por RPGs, cartas e estratégia por turnos. Nova York aparece com frequência, mas os cenários também incluem outros planetas e dimensões. Algumas produções adaptam filmes ou histórias dos quadrinhos; outras criam versões independentes desses heróis e de seus conflitos.
Nos fliperamas e consoles dos anos 1990, jogos como X-Men e os títulos de luta da Capcom exploraram o combate direto e os elencos numerosos. Na década seguinte, Spider-Man 2 ajudou a estabelecer a movimentação com teias em uma cidade aberta, enquanto X-Men Legends e Marvel: Ultimate Alliance apostaram na formação e evolução de equipes. Essas vertentes ampliaram as maneiras de transformar os poderes dos quadrinhos em mecânicas jogáveis.
Produções como Marvel's Spider-Man e Guardiões da Galáxia da Marvel deram espaço a histórias próprias e relações entre personagens. Já Marvel's Midnight Suns, Marvel Snap e Marvel Rivals mostram como esse universo comporta abordagens táticas e competitivas bastante diferentes. Mais do que um gênero ou uma fórmula, o que conecta esses jogos é a interpretação de seus heróis, equipes e poderes.