LEGO nos videogames não segue uma única história ou um só gênero: é uma família de jogos baseada nos brinquedos de montar. Nos anos 1990, títulos como LEGO Island exploraram a interação com personagens e cenários feitos de peças, enquanto LEGO Creator apostou na construção livre. Corridas, estratégia e gerenciamento também fizeram parte dessa fase, mostrando diferentes maneiras de transportar a brincadeira para o computador e os consoles.
Uma identidade bastante reconhecível ganhou força com LEGO Star Wars: The Video Game, de 2005, desenvolvido pela Traveller's Tales. A combinação de ação acessível, quebra-cabeças, cooperação local e humor visual virou a base de muitas adaptações. Desmontar objetos, reconstruir mecanismos e alternar entre personagens com habilidades específicas passou a organizar a exploração. Colecionáveis e áreas inicialmente inacessíveis incentivam revisitar fases com outros integrantes do elenco.
Esse modelo se expandiu por universos como Batman, Harry Potter, Marvel e O Senhor dos Anéis. Com o tempo, algumas aventuras incorporaram diálogos falados, cidades exploráveis e estruturas mais abertas. LEGO City Undercover aplicou essa linguagem a uma história policial própria, enquanto LEGO Dimensions combinou personagens de diferentes marcas com brinquedos físicos usados durante a partida.
A construção também continuou recebendo interpretações distintas: LEGO Worlds oferece liberdade para modificar ambientes, LEGO Builder's Journey trabalha com pequenos cenários e LEGO Bricktales transforma a montagem em solução de problemas. Essa variedade explica a importância da marca nos games: suas peças funcionam tanto como linguagem para adaptar histórias conhecidas quanto como ferramentas para experimentar, criar e jogar em companhia.