Joguei Hello Neighbor 2 com a expectativa de um indie que tenta ser diferente e, em boa parte, ele entrega isso: a ideia da IA caçando suas rotas e aprendendo com suas ações ainda é interessante e cria momentos de tensão genuína. O visual cartunesco ajuda a disfarçar a bizarrice do jogo, e a atmosfera sonora segurou bem os sustos. Teve momentos que me pegaram de surpresa de verdade, o que é raro hoje em dia.
A jogabilidade é um misto: tem soluções de nível criativas e furtividade divertida, mas também há bastante frustração com bugs e comportamento inconsistente do vizinho — às vezes ele persegue com inteligência, às vezes se perde ou teleporta. Algumas áreas parecem mais repetitivas e o progresso pode virar um vai-e-volta cansativo. Fiquei animado com as ideias, mas irritado com a falta de polimento em certas mecânicas.
No fim das contas é um jogo com personalidade que vale a pena pra quem curte stealth com um toque experimental e não se importa de perdoar alguns tropeços técnicos. Se você quer algo muito redondo e justo do começo ao fim, talvez se frustre. Se gosta de ideias estranhas e de ser surpreendido, tem bastante aqui pra divertir.