Call of the Sea me prendeu por causa da atmosfera e da narrativa íntima. O visual colorido da ilha e a trilha sonora criam um clima curioso e meio nostálgico que combina bem com a ambientação dos anos 1930. A protagonista tem motivações pessoais que funcionam como fio condutor e me deixaram interessado em descobrir o que havia de verdade por trás das anotações e cartas espalhadas pelo mapa.
Os quebra-cabeças são o centro do jogo: muitos são inteligentes e integrados ao ambiente, o que deu uma sensação boa de descoberta. Ainda assim, alguns se repetem na mecânica e outros ficam um pouco no limiar entre “desafio” e “achismo”, o que me frustrou ocasionalmente. Não tem combate nem tensão constante, então a experiência é bem mais contemplativa — ótimo se você curte narrativas e exploração, talvez menos para quem quer ação.
No fim gostei bastante, principalmente pelo jeito como a história se fecha e pelas escolhas de estilo do jogo. É curto e deixa vontade de ter mais, mas para quem busca uma aventura narrativa com personalidade, vale a pena.