Joguei Infernax com aquele sentimento de nostalgia, mas também com a expectativa de algo que traga identidade própria — e ele entrega isso. O pixel art 8‑bit é proposital e bem feito, a trilha encaixa legal e a jogabilidade é direta: combate pesado, magias divertidas e chefes que realmente exigem aprende‑e‑reaplica. A exploração tem recompensa e as escolhas na história deram um tempero inesperado, fiquei curioso pelas variações de final.
Nem tudo é perfeito: rolar por mapas antigos e voltar por caminhos já batidos às vezes cansa, e há picos de dificuldade que soam meio injustos — teve momentos que me deixaram irritado por morrer por pequenos erros. Ainda assim a sensação geral é de um jogo que respeita o jogador e não tenta se esconder atrás de artifícios modernos, é honesto na proposta retrô.
Se você curte indies com personalidade e quer um desafio com cara de clássico, Infernax me pegou mais vezes do que não. Achei criativo na narrativa e sólido no gameplay, mesmo com algumas falhas de ritmo.