Escolher os melhores Dragon Quest para começar não é tarefa simples. A franquia tem clássicos absolutos, remakes caprichados e até um spin-off que bate de frente com os principais jogos da série. Então, para facilitar a vida de quem quer entrar nesse universo, aqui vai um ranking com os 10 títulos que mais se destacam até hoje.
Antes da lista, vale um aviso: o Dragon Quest X ficou de fora porque não é acessível no Ocidente. No lugar dele, entra uma escolha que vale a pena conferir. Também tem um detalhe importante: os jogos foram avaliados pensando em história, mecânicas, visual e ritmo, então não é só nostalgia falando mais alto.
10. Dragon Quest Builders 2
Lançamento: 12 de julho de 2019 Plataformas: PC, PS4, Switch, Xbox One Vibe: relaxado
Se a ideia é olhar para o melhor spin-off da franquia, Dragon Quest Builders 2 leva fácil. Ele mistura a pegada de Dragon Quest com construção e exploração, lembrando bastante a lógica de Minecraft, mas sem perder a alma de JRPG. O resultado é um jogo viciante, com muito conteúdo para quem gosta de passar horas montando, explorando e evoluindo.
A história se passa depois de Dragon Quest 2 e acompanha um herói capturado pelos Children of Hargon. Depois de fugir, o objetivo vira viajar por diferentes vilas, enfrentar monstros, construir estruturas e fortalecer suas habilidades. O jogo passa uma sensação de RPG completo, sem parecer um extra improvisado.
9. Dragon Quest 9: Sentinels Of The Starry Skies
Lançamento: 11 de julho de 2010 Plataformas: DS, 3DS Vibe: melhor com amigos
Dragon Quest 9: Sentinels Of The Starry Skies é um daqueles RPGs de DS que ainda merecem atenção. Aqui, você cria um personagem personalizado que é um Celestrian, uma espécie de ser angelical, e acaba preso na forma mortal após certos eventos. A missão vira viajar pelo mundo e juntar os Fyggs espalhados pela World Tree Yggdrasil para tentar voltar para casa.
O multiplayer tinha bastante peso, o que ajuda a explicar por que ele não sobe mais no ranking. Ainda assim, dá para jogar sozinho sem problema. O ponto fraco é que ele mostra a idade em alguns momentos e pode exigir grind, principalmente quando você troca de classe e volta para o nível 1.
8. Dragon Quest 1 & 2 HD-2D
Lançamento: 30 de outubro de 2025 Plataformas: PC, PS5, Switch, Xbox Series X Vibe: partida rápida
Esse remake entrega praticamente dois jogos em um e, honestamente, virou a melhor forma de conhecer o começo da franquia hoje. O visual HD-2D impressiona logo de cara, mas o que realmente ajuda o pacote é o conteúdo expandido, que dá mais espaço para a trama e para os personagens.
A estrutura continua direta: você é o herói encarregado de derrotar o Dragon Lord. É a clássica guerra entre bem e mal, sem firula demais. Isso funciona muito bem para quem quer uma experiência objetiva, embora os encontros aleatórios ainda possam irritar um pouco em certos trechos.
7. Dragon Quest 6: Realms of Revelation
Lançamento: 14 de fevereiro de 2011 Plataformas: Android, DS, iOS, Super Famicom Vibe: espere o inesperado
A versão de DS de Dragon Quest 6 é boa, mas costuma ser vista como a mais fraca da Zenithian Trilogy. O principal motivo é que a história não pesa tanto quanto a de Dragon Quest 4 e Dragon Quest 5. Mesmo assim, o jogo compensa com diálogos de grupo muito bons e um charme próprio.
Você controla um herói destinado a salvar o mundo, só que a jornada acontece em dois mundos diferentes. O roteiro às vezes fica meio maluco, mas o sistema de vocações é um dos pontos altos. É bem divertido testar classes e montar times do jeito que você quiser.
6. Dragon Quest 7: Reimagined
Lançamento: 5 de fevereiro de 2026 Plataformas: PC, PS5, Switch, Switch 2, Xbox Series X Vibe: focado na história
Dragon Quest 7: Reimagined é um remake do RPG de 2000 e aposta em uma estrutura menos linear, com várias pequenas histórias ligadas entre si enquanto você explora o mundo de Estard. Também tem viagem no tempo, e é bem satisfatório ver como ações do passado mexem com o presente.
Além do visual mais bonito, o remake melhorou o ritmo da campanha e deixou a progressão mais envolvente. O sistema de combate também ganhou mudanças legais, incluindo batalhas no mapa e o Moonlighting system, que permite duas vocações ao mesmo tempo. É uma baita porta de entrada para novatos.
5. Dragon Quest 4: Chapters Of The Chosen
Lançamento: 11 de fevereiro de 1990 Plataformas: Android, DS, iOS, NES Vibe: focado na história
O lançamento de NES não foi dos mais tranquilos, mas o remake de Dragon Quest 4: Chapters Of The Chosen para DS virou uma referência. A campanha é dividida em cinco capítulos, cada um com protagonistas diferentes, até que todo mundo se une no final para salvar o mundo.
Como esse jogo não usa classes, ele acaba sendo uma boa porta de entrada para quem ainda está aprendendo a montar grupo e entender sinergia. O sistema de carroça também ajuda bastante, porque permite alternar personagens sem sofrimento e reduz a pressão de planejamento.
4. Dragon Quest 5: Hand of the Heavenly Bride
Lançamento: 27 de setembro de 1992 Plataformas: Android, DS, iOS, PS2, Super Famicom Vibe: relaxado
Dragon Quest 5: Hand of the Heavenly Bride tem uma cara forte de história de amadurecimento. A trama acompanha o herói desde o nascimento e avança por décadas, misturando a jornada clássica de salvar o mundo com momentos bem mais íntimos e emocionais.
Outro diferencial é que você pode se casar e ter filhos, e eles ainda podem entrar na party depois. Isso dá um toque muito mais acolhedor à aventura. E tem mais: foi o primeiro Dragon Quest a permitir domar monstros para recrutar no grupo, algo que virou marca registrada para muita gente.
3. Dragon Quest 8: Journey of the Cursed King
Lançamento: 27 de novembro de 2004 Plataformas: 3DS, Android, iOS, PS2 Vibe: focado na história
Dragon Quest 8 é um dos favoritos da série para muita gente, e com razão. Aqui você acompanha um herói que precisa ajudar dois membros da realeza amaldiçoados a caçar Dhoulmagus, o bobo da corte responsável pela desgraça deles.
O jogo é carismático, tem diálogos realmente engraçados e um combate por turnos que continua gostoso até hoje. No 3DS, a versão ainda traz diferenças importantes, como novo final, monstros visíveis no mapa, combate mais rápido e melhorias na alchemy pot. Se puder escolher, vale muito ir nessa edição.
2. Dragon Quest 3 HD-2D
Lançamento: 14 de novembro de 2024 Plataformas: PC, PS5, Switch, Xbox Series X Vibe: relaxado
Originalmente lançado em 1988 no NES, Dragon Quest 3 ganhou um remake brilhante em HD-2D e continua sendo obrigatório para veteranos. Você controla o filho de Ortega, um guerreiro lendário, em uma missão para derrotar um vilão que quer destruir o mundo.
Além do salto visual, o remake adiciona a classe Monster Wrangler e hoje é facilmente a melhor versão do jogo. O porém é que ele ainda tem uma estrutura bem old school, com ritmo mais lento e encontros frequentes, o que pode cansar quem não curte JRPG clássico sem muita concessão.
1. Dragon Quest 11 S – Definitive Edition
Lançamento: 29 de julho de 2017 Plataformas: PC, PS4, Switch, Xbox One Vibe: relaxado
Dragon Quest 11 S – Definitive Edition é o ponto mais alto da franquia hoje. A aventura acompanha um herói de luz acusado de ser uma Dark Spawn, e a missão vira salvar o mundo de um mal antigo. Parece simples, mas o ritmo da campanha e a escrita dos personagens fazem tudo funcionar muito bem.
É um dos melhores RPGs por turnos já feitos porque tudo nele é muito bem amarrado. O mundo é cheio de pequenas histórias paralelas, o que deixa a exploração viva e faz o tempo passar voando. Para veteranos de Dragon Quest ou para quem nunca encostou na série, essa é a recomendação mais segura.
FAQ: melhores Dragon Quest
Como os jogos foram escolhidos? A seleção prioriza os títulos principais da série, com exceção de Dragon Quest 10, que não saiu no Ocidente. Um spin-off também entrou na lista. A avaliação leva em conta mecânicas, história, visual e ritmo.
O que significa cada “vibe”? Focado na história: jogos em que a narrativa puxa tudo para frente. Melhor com amigos: funciona sozinho, mas rende mais em grupo. Partida rápida: fácil de pegar e jogar em sessões curtas. Relaxado: permite explorar sem pressão. Espere o inesperado: situações inusitadas e viradas malucas.