A Nintendo revelou nesta segunda-feira, 2 de novembro, a equipe responsável pelo remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time: o desenvolvimento é liderado pelo Production Group No. 3 da Nintendo Entertainment Planning & Development (EPD), grupo responsável pelos principais Zelda em 3D. A nova versão chega exclusivamente ao Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026.
Para o público brasileiro, o jogo está em pré-venda por R$ 329,90 na loja da Nintendo, e a relação de idiomas inclui português brasileiro.
Quem comanda o remake
Os dois primeiros capítulos do volume 24 de Ask the Developer apresentam uma liderança que reúne profissionais dos jogos recentes e dois veteranos na produção. Os principais nomes são:
- HokWai Ng — direção: começou a trabalhar na série em Tears of the Kingdom e supervisiona o projeto.
- Aya Shida — direção de arte: atua em personagens desde Breath of the Wild e foi uma das responsáveis por essa área em Tears of the Kingdom.
- Hiroki Taguchi — direção de programação: entrou na equipe em Breath of the Wild, trabalhando com mecânicas e cenas.
- Masato Ohashi — liderança musical e uma das direções de som: também compôs para Tears of the Kingdom e Echoes of Wisdom.
- Eiji Aonuma e Hidemaro Fujibayashi — produção: acompanham e orientam a equipe.
Por que refazer Ocarina of Time novamente?
O aniversário de 40 anos de Zelda ajudou a motivar o projeto. Aonuma queria que desenvolvedores acostumados aos capítulos recentes reconstruíssem o clássico de 1998 para compreender suas decisões de estrutura e levar esse aprendizado aos próximos jogos. Outro objetivo é apresentar a quem começou em Breath of the Wild uma aventura com progressão narrativa mais dirigida.
Os produtores evitaram ditar todas as mudanças. Aonuma deu espaço às propostas da equipe, enquanto Fujibayashi pediu que ela estabelecesse desde cedo o que seria preservado. Um teste acabou descartado: novos pontos de teletransporte, sugeridos por Aonuma para facilitar as travessias, foram removidos porque diminuíam as descobertas pelo caminho. Isso se refere aos atalhos adicionais, não à retirada dos recursos já existentes no original.
Visual novo, estrutura preservada
A reformulação artística busca conciliar a atmosfera sombria de Hyrule com seus habitantes excêntricos. Para orientar esse equilíbrio, Shida adotou duas referências:
- A aparência de um teatro de marionetes.
- A materialidade dos filmes com efeitos práticos.
O cuidado chegou ao tecido da roupa de Link: a equipe visitou museus e experimentou tecelagem manual para imaginar materiais produzidos pelos Kokiri. Na música, Ohashi procurou preservar a identidade das composições de Koji Kondo. O mundo continua dividido em áreas, em vez de virar um cenário contínuo como nos Zelda recentes.
O retorno do clássico
Este é o segundo remake de Ocarina of Time, depois da edição de Nintendo 3DS lançada em 2011. A reconstrução para Switch 2 inclui as seguintes atualizações anunciadas pela Nintendo:
- Gráficos refeitos.
- Cenas com vozes e diálogos ampliados.
- Música orquestral sinfônica.
- Controles aprimorados, com salto e corrida rápida.
- Movimentação de câmera modernizada.
As partes 3 e 4 da entrevista serão publicadas em 3 de novembro, dois dias antes do lançamento.