Os tamanhos de mapa padrão de Transport Fever 3 podem não ser suficientes para quem já conhece a série. No PC, porém, é possível ativar duas opções experimentais para liberar mapas ainda maiores: Megalomaniac e Gigantomaniac. Em um deles, a câmera leva cerca de sete segundos para atravessar o cenário de uma ponta à outra.
Por enquanto, esses tamanhos estão disponíveis apenas no PC. Eles chegarão aos consoles quando deixarem o estado experimental.
Como liberar os mapas Megalomaniac e Gigantomaniac
- No menu principal, selecione o ícone de engrenagem, no canto superior direito.
- Abra o painel de configurações e acesse a aba Avançado.
- Na parte inferior da lista, clique em “Abrir pasta de dados do usuário”.
- Feche o jogo, mas mantenha a pasta aberta.
- Dentro dela, abra a pasta “Settings” e, em seguida, o arquivo de configurações com o Bloco de Notas.
- Localize a linha experimentalMapFeatures = false e altere o valor para experimentalMapFeatures = true.
- Salve o arquivo e feche-o.
A mudança libera os novos tamanhos de mapa. O arquivo também inclui outras opções experimentais, como a altura mínima de túneis e pontes e o editor de geração de terreno, mas alterá-las é opcional.
Ao iniciar uma nova partida, três tamanhos adicionais ficam disponíveis: Enorme, Megalomaniac e Gigantomaniac. Eles medem, respectivamente, 20 × 20, 24 × 24 e 28 × 28 quilômetros.
Para gerar o maior número possível de cidades e indústrias, deixe os controles de água, pântanos e montanhas no mínimo. Em seguida, aumente ao máximo a densidade de cidades e a densidade industrial. O resultado é um mapa mais amplo e concentrado, embora isso possa prejudicar o desempenho.
Como esses tamanhos ainda são experimentais, é possível encontrar problemas de desempenho nos mapas gigantes. Em computadores menos potentes, pode ser necessário reduzir a densidade e o tamanho do cenário. Mesmo em máquinas mais robustas, o desempenho tende a piorar conforme as cidades crescem e ocupam mais espaço. Com o avanço da partida, podem ocorrer quedas acentuadas na taxa de quadros.
O que funciona melhor em mapas maiores?
Os cenários maiores são ideais para quem quer mais espaço para construir e sempre ter novas tarefas pela frente. Eles também ajudam a contornar a falta de espaço para expandir quando as cidades ficam muito densas no fim da partida.
Em mapas Megalomaniac ou Gigantomaniac, reduzir a densidade de cidades e indústrias deixa grandes áreas livres ao redor de cada município. Isso facilita criar conexões e traçar rotas, além de dar mais espaço para as cidades crescerem nas etapas finais da partida.
Mapas maiores também oferecem mais oportunidades. Em um cenário Megalomaniac, por exemplo, é possível receber mais subsídios do que em um mapa pequeno.
Outra vantagem é a possibilidade de aproveitar melhor os veículos mais caros. Em mapas pequenos, a distância entre cidades pode ser curta demais para que um trem percorra boa parte do trajeto em alta velocidade. Com isso, a diferença entre um modelo de ponta e outro intermediário pode ser menos relevante.
Em mapas maiores e com menor densidade, as cidades ficam mais distantes. Assim, um trem pode percorrer até 70% da rota em alta velocidade, o que torna os modelos mais velozes mais úteis e ajuda a justificar o custo.
As longas distâncias também tornam opções de transporte mais rápidas, como aviões, importantes para cumprir prazos e reduzir o tempo de entrega. Quando duas cidades estão próximas, talvez não valha a pena criar uma rota aérea se já existe uma ligação ferroviária. Em um mapa Gigantomaniac, por outro lado, conectar localidades em extremos opostos do cenário pode exigir o uso de aviões.
O realismo maior vem acompanhado de custos e desafios adicionais. Veículos que percorrem distâncias menores precisam de menos manutenção. Em uma rota curta, um depósito rodoviário no meio do caminho pode ser suficiente para manter a frota em boas condições.
Em trajetos longos, pode ser necessário instalar vários pontos de manutenção ao longo do percurso. As estradas também ficam mais caras quando se estendem por distâncias maiores, e atravessar uma montanha pode exigir túneis, aumentando ainda mais os gastos.
Em mapas no maior tamanho, o gerenciamento do tempo merece atenção. É recomendável pausar o relógio durante reformas ou enquanto novas linhas estão sendo construídas. Toda estrutura gera custos de manutenção, esteja em uso ou não; por isso, deixar o tempo passar durante as obras pode aumentar as despesas antes mesmo de a rota ficar pronta.