Jogar Deathloop foi aquela mistura de conforto e empolgação. Dá pra sentir a mão da Arkane em cada esquina: level design pensado pra emergir soluções criativas, inimigos que reagem de maneiras interessantes e aquela sensação de ‘ah, posso fazer diferente’ que lembrou muito Dishonored. A ambientação 60s, a estética meio noir com cores saturadas e a trilha sonora grudam na cabeça — a música faz metade do trabalho de deixar tudo tenso e divertido.
O loop em si é o coração do jogo e funciona bem: descobrir rotas, combinar armas e habilidades, e voltar no dia com uma estratégia nova é viciante. Juliana como antagonista (e jogador invasor às vezes) deixa as sessões bem imprevisíveis; tive momentos de frustração, claro, quando a repetição pesou ou quando o progresso pareceu muito preso a runs específicas. A narrativa é curiosa e os personagens têm carisma, mesmo que algumas respostas fiquem meio espalhadas até avançar bastante.
No geral me diverti muito — é ambicioso, tem personalidade e respeita muito as raízes dos immersive sims, só peca em hora pelo grind e por certa opacidade de sistemas e objetivos. Se você gosta de atmosfera, som ótimo e liberdade de abordagem, vale cada hora.