Joguei Lost in Random esperando um conto de fadas sombrio e acabei totalmente imerso na estética e na trilha sonora — tem aquele clima meio Tim Burton que me pegou logo no primeiro cenário. A direção de arte é o que mais brilha: cada vila parece uma página arrancada de um livro ilustrado, e a música ajuda a manter a sensação de estar numa história que caminha entre o macabro e o encantador.
O combate com dados e cartas é a ideia mais interessante do jogo: força a pensar antes de rolar e dá um tempero estratégico diferente do usual. Dá para sentir que é criativo, mas às vezes a repetição aparece e a aleatoriedade do dado frustra um pouco nas lutas mais longas. A narrativa é curta, mas tem momentos sinceros entre as personagens que me deixaram ligado até o final.
No geral gostei bastante — é daqueles jogos com personalidade própria que respeita as raízes dos contos sombrios sem soar copiativo. Não é perfeito (pacing e algumas lutas poderiam melhorar), mas vale pela atmosfera, pelo visual e pela trilha. Recomendo para quem curte experiência narrativa com um toque lúdico.