Redfall é aquele jogo que me deixou dividido. Dá para sentir a mão da Arkane na construção de cenários e em algumas possibilidades emergentes — a cidade vampírica tem personalidade, a trilha sonora ajuda muito a criar clima e os quatro protagonistas têm habilidades legais que rendem boas combinações em combate. Quando as coisas fluem, tem momentos bem satisfatórios de atirar e usar poderes em conjunto.
Por outro lado, o jogo sofre com repetição e problemas técnicos que atrapalham bastante a imersão. Inimigos com IA preguiçosa, objetivos que caem na mesmice e alguns bugs me fizeram perder o ritmo várias vezes. Esperava mais da furtividade e do design de missões depois de ter jogado Dishonored e Prey — aqui a promessa de liberdade nem sempre se cumpre.
No fim das contas me diverti mais jogando com amigos do que sozinho.