Joguei Star Wars Jedi: Survivor com aquele aperto nostálgico por jogos de aventura e, no geral, se saiu bem. O jogo acerta em cheio na atmosfera: tem aquela sensação cinematográfica de Star Wars, trilha sonora que empurra as cenas na hora certa e ambientes cheios de personalidade. Visualmente é caprichado, os planetas têm cara própria e algumas cenas me lembraram os velhos clássicos da série de uma forma boa — parece que respeitaram as raízes mesmo ampliando a escala.
O combate está mais profundo que no jogo anterior, com combos, posturas e habilidades que dão gosto de experimentar. As lutas são satisfatórias quando o sistema vai fluindo, mas às vezes a curva de dificuldade é meio irregular e alguns chefes pegam pesado de um jeito frustrante. A exploração segue um esquema meio metroidvania: é gratificante quando você volta com uma habilidade nova, mas tem momentos em que o mapa parece esticado e side content vira repetição. Também notei alguns soluços técnicos e loading mais longos em certas plataformas, nada que quebrasse totalmente a experiência, só que incomoda.
No fim das contas curti bastante — é um jogo que respira Star Wars e honra o que veio antes, com melhorias claras no combate e na construção do mundo. Tem falhas de ritmo e repetição, mas para quem valoriza trilha, atmosfera e a sensação de ser um aprendiz de Jedi, vale muito a pena.