Joguei Resident Evil 7 esperando algo diferente e acabei lembrando do que eu mais gosto na série: atmosfera pesada, sensação de perigo constante e aquele cuidado com ambientação que te deixa desconfortável mesmo quando nada está acontecendo. A virada para a primeira pessoa me pegou no começo, mas funcionou — traz um claustro e uma imersão que reforçam o horror do lugar, especialmente na casa dos Baker. Senti claramente respeito às raízes da franquia depois da era mais “de ação”.
A trilha sonora e o design de som são ótimos, muitas vezes o silêncio ou um rangido já bastam para me deixar tenso. Os puzzles e a exploração dão um sabor clássico, e a limitação de recursos faz cada encontro valer. Confesso que em alguns trechos o combate fica meio travado e há momentos de backtracking que cansam, mas nada que quebre totalmente a experiência. O modo VR, quando disponível, eleva tudo a outro nível — assustador na medida certa.
No fim das contas é um retorno esperto às raízes, com escolhas arriscadas que, para mim, deram certo. Recomendo pra quem sente falta do survival horror mais tenso da série; pode não ser perfeito, mas resgata o que tornou Resident Evil memorável.