Mais de um ano após o lançamento, a biblioteca do Nintendo Switch 2 está em uma fase especialmente forte. Embora ainda faltem alguns dos maiores lançamentos da própria Nintendo — como um novo Zelda ou um jogo de plataforma do Mario —, o console vem recebendo uma sequência consistente de títulos interessantes, como Splatoon Raiders, versões para Switch 2 de clássicos da série Xenoblade e até remakes de jogos do Nintendo 64, como Star Fox.
O suporte de outras empresas também se destaca. Desenvolvedoras independentes aderiram em peso à plataforma, enquanto grandes editoras estão levando seus principais jogos ao console. Entre elas estão a Square Enix, com a série Final Fantasy 7, e a Capcom, com Resident Evil, Onimusha, Pragmata e outros títulos.
Os jogadores do Switch 2 também têm acesso a toda a biblioteca do Nintendo Switch graças à compatibilidade com versões anteriores. Além dos jogos desenvolvidos especificamente para o novo console, há títulos do Switch que receberam atualizações gratuitas relevantes e também merecem atenção.
A atualização mais recente desta seleção adicionou Splatoon Raiders, Final Fantasy 7 Rebirth, Big Walk e Orbitals.
Como foram escolhidos os melhores jogos do Switch 2
A seleção considera a qualidade de cada jogo, mas também busca oferecer variedade. A lista reúne experiências de diferentes gêneros, durações e estilos, para atender tanto quem procura uma aventura longa quanto quem prefere partidas rápidas ou uma experiência para jogar acompanhado.
Splatoon Raiders inicialmente parecia ser apenas um derivado cooperativo menor da série competitiva de batalhas de tinta, com uma proposta semelhante à campanha Octo Expansion de Splatoon 2. O jogo, porém, vai muito além disso: trata-se do primeiro grande jogo de tiro com coleta de itens da Nintendo, além de um RPG de ação surpreendentemente profundo.
A aventura começa como um jogo de ação dividido em fases, mas cresce gradualmente até se transformar em uma guerra de resistência intensa. O conteúdo após a campanha é especialmente difícil e oferece um desafio considerável para quem quiser continuar jogando.
A Square Enix vem levando sua série de remakes de Final Fantasy ao Switch 2 em um ritmo acelerado. Depois de Final Fantasy 7 Remake, chegou a vez de Final Fantasy 7 Rebirth, uma adaptação impressionante de um jogo originalmente desenvolvido para o PlayStation 5.
A escala da aventura é enorme, com muitas missões secundárias e atividades opcionais. Essa quantidade de conteúdo pode ser cansativa em alguns momentos, mas também resulta em uma jornada grandiosa, cheia de personalidade e visualmente ambiciosa.
Big Walk é uma aventura cooperativa de quebra-cabeças criada pelo estúdio australiano House House, responsável por Untitled Goose Game. O jogo combina exploração, enigmas baseados em física e momentos de pura confusão entre amigos.
A experiência se diferencia por unir humor e liberdade a uma apresentação mais artística e misteriosa. É possível explorar a natureza, resolver desafios e criar situações inesperadas com familiares e amigos.
Orbitals é uma aventura cooperativa para dois jogadores que segue a linha de It Takes Two e Split Fiction. O desenvolvimento ficou a cargo da Shapefarm, estúdio criado por um veterano da Hazelight.
A proposta é simples de entender, mas não é limitada. As fases de plataforma cooperativa estão sempre trazendo novas ideias, enquanto a apresentação inspirada em animes dos anos 1980 dá ao jogo uma identidade visual marcante. É uma ótima opção para quem tem um parceiro frequente de jogatina.
A edição para Switch 2 de Super Mario Bros. Wonder adiciona uma grande quantidade de conteúdo ao excelente jogo de plataforma 2D. Entre as novidades estão minijogos para vários jogadores, novos personagens jogáveis, chefes inéditos, modificadores de distintivos, um novo poder, flores e emojis colecionáveis e fases de desafio remixadas.
Boa parte desse material funciona como um complemento opcional, mas as famílias e os fãs do multiplayer local encontrarão nos jogos competitivos uma alternativa divertida a Mario Kart. O jogo principal continua sendo o grande destaque: uma aventura criativa, surreal e repleta de ideias, com visual impressionante em 4K nativo no Switch 2.
A versão de Switch 2 de Resident Evil Requiem preserva a experiência principal do jogo e chegou ao console simultaneamente às versões para PlayStation 5, computador e Xbox Series X.
A aventura alterna entre dois protagonistas com estilos bem diferentes. Grace protagoniza momentos de terror de sobrevivência especialmente intensos, enquanto Leon Kennedy encara confrontos sangrentos contra zumbis, incluindo combates com motosserras que lembram Resident Evil 4.
A mudança constante entre os dois personagens pode causar um forte contraste de ritmo, mas cada metade da campanha cumpre muito bem sua função e oferece uma experiência de terror de grande escala.
O jogo que ajudou a impulsionar o Switch durante a pandemia voltou a receber uma atualização robusta, além de uma edição oficial para o Switch 2. Entre as novidades estão um hotel, ilhas para descanso, melhorias de qualidade de vida como a criação de vários itens de uma só vez, consoles clássicos jogáveis e colaborações com Zelda e Lego.
A edição para Switch 2 também inclui recursos exclusivos, como controles por mouse. O maior benefício, porém, está nos tempos de carregamento menores e na redução do aparecimento repentino de elementos do cenário. Para quem ainda gosta de passar horas na ilha, é uma atualização bastante relevante.
O mundo aberto de Cyberpunk 2077 combina bem com a possibilidade de explorar Night City no próprio ritmo. A trama principal às vezes exagera no cinismo característico de seu universo, mas também apresenta uma reflexão sincera sobre encontrar um sentido para a vida diante de circunstâncias difíceis e sobre os riscos do excesso de influência das grandes empresas.
Esses temas aparecem com força nas missões secundárias e nas histórias dos personagens. Apesar de exigir bastante do hardware, o jogo funciona muito bem no Switch 2, com resolução clara e desempenho estável na campanha principal. Phantom Liberty apresenta algumas oscilações, mas os novos controles são um bônus interessante: os recursos de movimento ajudam na mira, enquanto o mouse dos Joy-Con 2 oferece mais precisão no modo portátil apoiado ou no modo conectado à televisão.
Sucessor espiritual de Undertale, Deltarune dá mais espaço aos momentos íntimos entre os personagens e às pequenas histórias. Em vez de seguir apenas uma narrativa tradicional, o jogo funciona como um grande espaço para experimentar ideias.
Kris, o protagonista, é envolvido em uma trama sobrenatural que passa pelos Mundos Sombrios e por civilizações inspiradas em problemas do mundo real, como a obsessão pela imagem pública e a dificuldade de aceitar a morte e a perda. O resultado é uma aventura criativa, capaz de explorar diferentes emoções, estilos de narrativa e formas de desenvolver seus personagens.
O sistema de batalhas também é um dos grandes destaques. Além das opções de lutar ou seguir um caminho pacifista, é preciso conduzir um pequeno coração por uma chuva de projéteis para evitar danos ao grupo. Os confrontos ainda incorporam elementos da história, como um bastão que precisa ser contornado ou um quiz distorcido apresentado por uma personalidade televisiva narcisista.
A Nintendo optou por lançar aquele que muitos considerariam o primeiro grande jogo obrigatório do console apenas seis semanas depois da estreia do Switch 2. Donkey Kong Bananza também surpreendeu por não ser um novo jogo 3D do Mario, mas sim o retorno do antigo parceiro do encanador em seu primeiro título desenvolvido internamente pela Nintendo em duas décadas.
Em muitos aspectos, Bananza segue a tradição dos jogos de plataforma da Nintendo. A diferença está na forma de jogar: enquanto Mario aposta na precisão, Donkey Kong avança com força bruta e destrói o cenário ao seu redor. A sensação de impacto é divertida, a aventura começa de maneira acessível e cresce até chegar a uma conclusão grandiosa.
Fonte: https://www.polygon.com/best-nintendo-switch-2-games/